sábado, 15 de setembro de 2012




Eli Pariser - O "filtro-bolha" na internet






Adoro quando a aula me traz algo totalmente novo, afinal de contas hoje em dia isso está cada vez mais difícil. É impressionante como as pessoas se fecham em suas ideologias e não conseguem se abrir nem para conhecer o novo. Talvez esse seja um medo que os donos da informação tenham, se descobrirmos o quanto somos alienados podemos querer questionar ou reverter esse quadro.

Quem é de esquerda, lê jornal de esquerda, quem é de direita, lê jornal de direita. Ninguém procura entender o outro, ou pelo menos tentar. A internet está alimentando essa nossa personalidade, nos dando de bandeja coisas que nós já sabemos, de acordo com o nosso perfil. Eles dizem que isso é para melhor atender, mas sabemos que vai muito além. Manipular, esse tem sido o papel dos veículos de informação, na internet não seria diferente. 

Veja esse vídeo que explica de que forma tudo isso acontece e abra os olhos para o mundo que você não conhece. Talvez por isso as pessoas continuam intolerantes, se acostumaram a ver só aquilo que lhes agrada, o outro é que é estranho.




ESPORTE

Associação resgata jovens das ruas

A Kaiko oferece aulas gratuitas de artes marciais para crianças de baixa renda em Londrina

A tradição japonesa ainda está distante de muitas pessoas, principalmente daquelas que vivem em regiões mais carentes de nossa cidade. Foi por esse motivo que um brasileiro que foi adotado por uma família japonesa e pode conhecer a cultura oriental tenta repassá-la para esses jovens. No Japão ele aprendeu muita coisa, mas também sofreu preconceito por ser estrangeiro. Essa foi uma das motivações para que ele se dedicasse a um projeto social.

A Associação Kaiko oferece aulas gratuitas a pessoas que não poderiam pagar pela prática das artes de ates marciais, além de outras técnicas orientais. O presidente da associação, Cassiano Joaquim Gomes, conta que é trabalho árduo, porém revigorante. “Eu não tiro apenas essas crianças das ruas, eu tento também transformar a vida de toda sua família”. Ele conta que ação tirou muitas pessoas da dependência química e que seu sonho seria resgatar muito outros jovens, mas que problemas financeiros não permitem.

Um dos professores da associação, Cassiano Gomes, conta que devido a disciplina e concentração que as artes marciais exigem, ele já percebe mudanças significativas nos jovens que são atendidos pelo projeto. “São jovens que jamais poderiam treinar e por isso agarram essa oportunidade para se tornarem verdadeiros campeões, não só nas artes marciais, mas também na vida”, afirma. 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Para quem ainda não conhece o Projeto Criança Feliz


O Projeto Criança feliz é uma entidade que atende as crianças dos bairros carentes: Santa Fé, Monte Cristo, Monte Cristo II (Morro dos Carrapatos) e Marabá. O Projeto, através da música vem transformando a realidade de crianças carentes da Zona Leste de Londrina. A entidade já recebeu o reconhecimento da imprensa local, e até mesmo da Câmara Municipal de Londrina, em que o vereador Padre Roque foi o relator de um projeto que homenageou o projeto com a Comenda Ouro Verde.

 O objetivo principal do Projeto Criança Feliz é oferecer momentos significativos de conhecimento e interação com a música, possibilitando a abertura de futuras oportunidades sociais para essas crianças.

O projeto promove o incentivo à cultura e amplia o repertório musical conhecido e apreciado pelo público infanto-juvenil contribuindo para sua formação integral e concomitante a isso, tirando-as de situações de riscos encontradas nas ruas.

No Projeto Criança Feliz, são oferecidas aulas de diversos instrumentos musicais, canto-coral. Essas atividades são realizadas por professores profissionais e alguns voluntários.

As ações tiveram início em 01/02/2009, numa pequena casa do bairro. Aproximadamente 90% das crianças que fazem parte do projeto são destas localidades.  

A entidade é mantida através de doações da população de Londrina e também recebe apoio da Associação de Empresários Cristãos (ASSEC).

O Projeto Criança Feliz recebeu o título de Utilidade Pública Municipal e está inscrito no Ministério da Cultura e Lei Rouanet - Lei de incentivo fiscal.


Visão
 Somente através da música é possível tranformar crianças com a realidade tão carente. Atrevés do Projeto Criança Feliz teremos uma orquestra que irá se apresentar no Brasil e no exterior.
Valores
No projeto Criança Feliz, passamos os valores de cidadania e educação às crianças. Também mostramos isso para elas de forma prática.Com isso, pretendemos fazer com que essas crianças se tornem cidadãos de bem.
          
Acreditamos também na palavra deixada pelo senhor Jesus Cristo, amar o próximo como a ti mesmo, e repassamos esses valores que tem o poder de transformar a vida espiritual dos nossos alunos.

Justificativa
 A música tem sido a comunicação universal e que produz transformações na sociedade. Devido a este fator, nos propusemos a oferecer às crianças, adolescentes, jovens e interessados cursos na área da música.    As aulas não se traduzem simplesmente em técnicas, mas, sobretudo na transmissão de valores fundamentais para a formação e vida dos aprendizes.
         
Meta
Envolver todas as crianças na formação do coral e na orquestra de acordo com suas habilidades e desenvolvimento. A orquestra e o coral se apresentam nas atividades comemorativas e culturais da cidade.

A intenção é dar suporte para manter uma orquestra com aproximadamente 100 músicos, com crianças entre as idades de 6 a 20 anos.

Entre os instrumentos ensinados no projeto estão o clarinete, contrabaixo, flauta-transversal, trombone, trompete, violão, viola, violoncelo e violino.

Ações de Comunicação
 Este projeto social conta com a colaboração da estudante de jornalismo, Laís Cardoso, que realiza matérias esporadicamente sobre as ações desenvolvidas na entidade para a divulgação no WebJornal Laboratório ComTexto. Ela também auxilia no relacionamento com a mídia local, por meio das sugestões de pauta e do agendamento de entrevistas com os integrantes do projeto.

A busca pela superação








Pessoas que passaram por acidentes ou doenças graves são desafiadas a readaptarem suas vidas todos os dias

A vida naturalmente possui obstáculos a serem vencidos diariamente, mas para algumas pessoas esta tarefa é mais árdua. Seja em decorrência de um acidente ou por problemas de saúde, muitas pessoas descobrem o valor de pequenas ações cotidianas como escovar os dentes, pegar um copo de água ou mesmo se alimentar. Muitas vezes, neste momento a palavra superação passa a fazer parte do vocabulário e cada passo dado significa uma nova vitória.

O eletricista Flávio Lúcio Peralta relembra um desses momentos difíceis pelos quais passou. Em 1997, ele foi chamado para fazer a troca de um transformador em uma chácara. Ele chegou muito próximo aos fios de alta tensão e levou uma descarga de 13.800 volts. ”Naquele momento eu desmaiei e quando acordei estava no solo gritando de dor, implorando para o socorrista que não queria morrer”, relata.

Peralta conta que depois de três dias seu rim voltou a funcionar e os médicos disseram que ele teria que fazer uma amputação. “A autorização foi assinada por meu pai e no dia seguinte meus braços foram carregados por ele para uma universidade da cidade”, relembra.

Ele conta que foi um choque para seus familiares. Sua mãe não teve condições de cuidar dele no hospital e o pai, quando o viu pela primeira vez após o acidente no pronto socorro, saiu aos prantos. “Foi um desespero. Somente após alguns dias de internação é que os familiares vão assimilando a nova condição de amputado e juntos vamos pensando no que fazer. Mas, graças à Deus vencemos tudo isso e nos amamos muito mais hoje”, relata.

O momento mais difícil para ele foi a hora dos curativos porque  sentia muita dor e  quando os médicos chegavam ele já se desesperava. “Eu orava e um dia eu acordei rodeado por médicos. Todos estavam admirados, pois eu já estava livre das necroses. Eles não acreditavam no que viam. Uma nova etapa iria surgir: as cirurgias plásticas. E eu, que havia nascido com os dois braços, passei a viver sem nenhum”, afirma.

Após a amputação ele relata que só pensava em colocar as próteses para tentar retornar a sua vida normal. “Quando tive alta, fui morar com minha irmã Fátima e seus filhos, tivemos que nos condicionarmos a um novo estilo de vida”, afirma.
Para fazer as próteses precisou viajar até São Paulo para que os moldes fossem modelados. “Quando chegou o dia em que eu pegaria minha prótese do braço direito, justamente aquele que não tinha cotovelo, entrei na sala e vi aquele objeto sobre a mesa, quase desmaiei. Fiquei branco e pensativo”, disse.

Ele afirma que teve uma decepção porque não conseguiu se adaptar à prótese. Somente depois de um ano quando conseguiu se adaptar com o braço esquerdo tornou-se mais independente.



Amputados vencedores

Segundo Flávio Lucio Peralta, em 2001, descobriu a informática e juntamente com seu professor tiveram a idéia de desenvolver o site “Amputados Vencedores”, que atualmente recebe 50.000 visitantes por mês. Ele conta que seu objetivo era ajudar as pessoas que estivessem passando pela mesma situação. A principal idéia do site é fornecer informações sobre os mais variados assuntos relacionados ao mundo da deficiência e da amputação.

Ele conta que foi pelo site que o presidente de uma grande empresa o descobriu. Queriam um sobrevivente brasileiro de acidente de trabalho que contasse sua história em um evento da empresa.  “Quase desmaiei para falar um minuto. Saí correndo da sala e voltei para concluir a missão. Foi, então, que as coisas foram surgindo e hoje já ministrei mais de 340 palestras pelo Brasil afora”, relata.

Outra conquista de Peralta foi a produção de um livro que conta sua história. A ideia nasceu em 2006, mas somente dois anos depois com a ajuda da esposa ele finalizou o relato sobre sua trajetória. Ele conta  que ao colher depoimentos dos parentes para escrever o livro ficou surpreso ao saber versões e ouvir palavras que nunca havia ouvido sobre o acidente. “Fiquei muito comovido com a força de minha família. Devo muito a todos eles. A idéia era poder oferecer palavras de inspiração para quem sofresse amputação e para seus familiares”, afirma.

Mais histórias de superação

Por detrás de um sorriso sincero e um olhar de maturidade que a vida lhe trouxe com o tempo, Maria Rezende da Silva, nunca se indispôs com ninguém. Ela foi vítima de uma bala perdida enquanto saia da igreja. A bala ficou alojada no pescoço e quase atingiu a coluna, o que a impossibilitaria de andar. “Eu fiquei na cadeira de rodas, depois passei a andar com as muletas, não conseguia abrir as minhas mãos, mas graças a Deus eu nunca tive depressão, continuei sendo tranquila”, afirma.

Ela ainda tem dificuldades para fazer os serviços domésticos e para se locomover até a fisioterapia, mas continua lutando por sua recuperação. Atualmente ela cuida dos netos e de seu pai que tem 91 anos. Por isso, ela se diz agradecida por continuar vivendo.

O jovem Erick Oliveira do Carmo descobriu o valor da vida após um grave acidente. Ele conta que estava em sua moto atravessando uma preferencial  quando foi atingido por outro veículo e seu pé direito acabou sendo esmagado. Ele passou por quatro cirurgias para recuperar o pé, mas os médicos decidiram que não havia solução e a perna teria que ser amputada para que não se desenvolvessem outras doenças. “Eu não deixei, porque eu sentia que poderia ser curado, sabia que um milagre poderia acontecer”, relata.

Após dois meses internado, teve alta e retornou para casa.  A equipe de oito médicos afirmava que o melhor  seria que ele retornasse ao hospital para que a amputação fosse realizada. Ele não desistiu e continuou fazendo quatro curativos por dia, sempre acreditando que iria se curar. Hoje ele está melhor, pode calçar tênis, locomove-se de moto e continua fazendo fisioterapia para ajudar na recuperação. “Eu sinto muita dor, esse é o preço que estou pagando por ter ficado com meu pé, mas acredito que fiz a escolha certa e vou continuar lutando”, afirma.

Daniele Paiva Nunes e Natalino Metuso, não se conhecem, mas passaram por situações semelhantes. Ambos tiveram que reaprender a viver e contaram com o apoio da família a qual consideram o mais importante na recuperação.Ela teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC), após a retirada de um dente e uma grave hemorragia. Ficou muito debilitada e passou muito tempo no hospital. Hoje ela faz fisioterapia regularmente e é mãe. “Os médicos disseram que se eu voltasse a ter filhos eu não iria sobreviver, mas correu tudo bem. Estou me adaptando a minha filha, ela me dá força para continuar”, afirma.

Natalino relata que após fazer uma cirurgia teve todo seu lado esquerdo paralisado. Vinte anos após este episódio já consegue se locomover sozinho. “O médico disse que eu tinha que continuar trabalhando na minha oficina porque exercitando a mente você acaba melhorando todo o resto”, disse.

Curando o corpo e a mente

Cristiane da Silva Fagundes é fisioterapeuta e trabalha na Associação dos Deficientes Físicos de Londrina (ADEFIL). Ele conta que desde o colégio pensava em seguir essa carreira. Segundo ela, a principal missão de um fisioterapeuta é a busca pela reabilitação do paciente e seu retorno à sua vida normal. “A cada dia temos uma nova experiência, o simples fato do paciente abotoar sua camisa ou pentear o cabelo sozinho já é uma vitória.

Ela conta que um dos pacientes que mais marcou sua trajetória, foi um senhor que sofreu um AVC. “Ele começou a ficar em pé, a dar os primeiros passos. Quando ele voltou a mexer a mão pela primeira vez foi a maior alegria, ele ficou emocionado e começou a chorar”, conta.

O psicólogo Eder Claiton Castilho é quem atende os pacientes na ADEFIL. Segundo ele, a palavra superação é a mais importante. “Cada paciente é uma aprendizagem para mim. Eu sempre digo que mais aprendo do que ensino”, afirma. Ele explica que no seu trabalho diário tenta despertar nos pacientes aptidões as quais nem eles mesmos conheciam e isso é essencial num momento de muita dor.

Castilho trabalha com todos os tipos deficiência desde o grau mais baixo ao mais alto. Por isso, segundo ele, é preciso identificar as necessidades de cada um aplicando técnicas diferentes, mas sempre buscando forças para enfrentar a situação.

Um caso específico marcou o que o fisioterapeuta. Um paciente que sofreu um acidente de caminhão, perdeu a família e teve seus braços e pernas amputados. Como agir nesse tipo de situação? Ele diz sempre tentar servir como suporte para a pessoa reagir. Castilho afirma que o paciente sabe que estará marcado pela vida toda, mas pode encontrar forças para continuar lutando e buscando pequenas conquistas dia após dia.



Paraolimpíadas: Os verdadeiros heróis nacionais


Se os atletas das Olimpíadas são considerados verdadeiros heróis, porque mesmo sem o apoio necessário conseguirem alcançar medalhas. São verdadeiros guerreiros! Ninguém apoia até chegar às olimpíadas, mas depois que ganham medalha viram heróis nacionais. Fazem propaganda da Caixa e tudo mais! Quero ver apoiar um moleque talentoso que está apenas começando. Mas falar o que de um país que coloca a educação em segundo plano...o esporte fica em último! 

Agora falando de oportunidades para pessoas com deficiência a coisa piora, e muito. Primeiro que o ensino inclusivo está longe de acontecer:

O Secretário de Acessibilidade de Londrina, José Giuliangeli Castro, destacou a importância das Instituições de Ensino ter um planejamento pedagógico, que leve em conta cada tipo de deficiência. Para ele deve haver uma análise qualitativa. “Observar cada tipo de necessidade, para que todos tenham um acesso real às salas de aula. Muitas pessoas tem medo do preconceito e acabam em uma profunda depressão por se sentirem excluídos”, explica.

Por isso, eu olho para esses medalhistas paraolímpicos e me orgulho de ser brasileira, um povo sofrido, mas que luta pelos seus sonhos. Parabéns! Vocês são fantásticos!





Filhos

Pensamentos Moldados

Quando somos crianças nosso sobrenome é liberdade. Fazemos tudo que queremos fazer, dizemos tudo que queremos dizer e cada coisa pequenininha se torna imensa e especial aos nossos olhos. Mas aos poucos os pais vão podando essa forma de viver. Menino você não pode fazer isso, menina você não pode fazer aquilo. Esse é de fato o dever dois pais, mas educar é algo completamente diferente de moldar. Moldar seu filho para ser igual a todo mundo e não se destacar na multidão.

Aí chega a hora de frequentar a escola, onde temos horário para tudo, sentamos enfileirados, aprendemos a respeitar o governo e aprendemos que revolução é baderna. E assim vamos crescendo sem achar nada disso absurdo. Somos pessoas totalmente acomodadas e não fazemos questionamentos.
Paulo Coelho, em seu livro “Verônica Decide Morrer”, nos traz um questionamento, será que quem está em um hospício por ser considerado louco por ter quebrado as regras de uma sociedade previamente moldada, ou nós que vivemos aqui fora acreditando em uma falsa liberdade é que estamos malucos?

Um exemplo engraçado, porém simples para ilustrar tal situação, é a história de uma moça que para fazer o peixe tinha que arrancar a cabeça. Um dia quando questionada pelo filho, o porquê de tal atitude, não soube responder. Ela resolveu ligar para sua mãe e a resposta lhe surpreendeu: “Minha filha, eu só fazia isso porque a forma era pequena demais”. Foi então que ela percebeu quantas coisas fazia em sua vida ligada no automático sem ao menos questionar.

Eu sou uma mãe um pouco diferente, educo sim, mas não dizendo é assim  e você nem pode sequer questionar. Adoro quando minha filha Sofia me questiona, quando ela se impõe. Eu poderia simplesmente tentar muda-la e acabar com suas mini revoluções, mas eu quero que ela questione o que está esquematizado, quero que ela se destaque e não seja apenas mais uma.

Esses dias eu acordei e ela estava com um maiô por cima da blusa e de bota. Quando vi me assustei, mas não disse para ela tirar porque era feio, ela parecia tão feliz. Ela mesma tinha criado aquilo, para ela estava bonito, quem define o que é bonito ou feio? Por isso, ela está se tornando muito crítica e questionadora com apenas três anos, quase quatro.

O que vejo é uma sucessão de erros, os pais são criados de uma forma e acabam repassando para os filhos e assim sucessivamente. Nós precisamos burlar o sistema e mostrar que quem faz um país são as pessoas coletivamente, mas que somos pessoas únicas, cada qual com suas particularidades. Eu não preciso gostar de determinada coisa só porque todo mundo gosta, eu preciso me descobrir para depois descobrir o mundo.

Eleições em Londria



Pesquisa do Ibope:
Marcelo Belinati – 47%
Barbosa Neto – 10%
Marcia Lopes – 10%
Luiz Eduardo Cheida – 7%
Alexandre Kireeff – 6%
Valmor Venturini – 0


Informações da Televisão Educativa Uel
O comando de greve da Uel se reuniu com o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Leal, e com o secretário de Administração e Previdência, Jorge de Bem, além dos reitores e sindicalistas da Uem, da Unioeste e da UEPG. No encontro, não foi apresentada nenhuma proposta de PCCS para acabar com a greve nas universidades estaduais.
Saiba mais na entrevista com o presidente da Assuel, Marcelo Seabra.http://bit.ly/O1wN56

quinta-feira, 13 de setembro de 2012





POLÍTICA

Os mecanismos de participação popular em Londrina

Eles podem não ser conhecidos pela maior parte da população, mas continuam existindo e interferindo no poder público

Em ano de eleição surgem também muitas perguntas, como por exemplo, como anda a participação popular junto ao poder público e quais mecanismos podem servir como ferramentas para que essa participação possa ser efetiva. Para que eleitor possa acompanhar o que acontece no governo foi criado o Portal da Transparência. Um site em que qualquer pessoa pode pesquisar dados detalhados sobre a execução orçamentária e financeira do governo federal a atualização desses dados é diária. São diferentes níveis de participação e quem podem ajudar a fiscalizar e transformar a política.

Segundo o jornalista político, Fábio Silveira, Londrina tem mecanismos de participação institucionalizados. Como, por exemplo, os Conselhos Municipais, que permitem a discussão sobre aquele determinado setor. “Esse é um canal de partição que engloba os setores organizados da sociedade e envolvem todos os tipos de representações”, explica. Ele cita o Conselho Municipal de Saúde que tem desde médicos a usuários. Já que para ele dar voz a todos é principio da democracia.

Silveira citou também os Grêmios Estudantis, Centros Acadêmicos, ONGs etc. Ele afirma que no caso das ONGs, existem pessoas que se unem em torno de uma mesma causa, discutindo assuntos que afetam determinado setor e depois chegam ao setor público ajudando implantar leis e que isso é importante. “A SOS Vida Animal discute o abandono de animais, que é um problema sério em nossa cidade. Eles podem estabelecer um debate para a criação de um Centro de Zoonoses em Londrina, por isso é importante que haja esse tipo de mobilização”, afirma.

Segundo o jornalista, a sociedade brasileira carece de um pouco mais de organização, e que a maioria das pessoas está em um estado de apatia que impede que a participação aconteça. E que alguns teóricos do século passado já colocavam justamente essa apatia popular como principal combustível para o totalitarismo.

Questionado sobre o papel da mídia nesse processo, ele afirma não acreditar que ela exerça poder absoluto nos rumos da sociedade. Mas que pode através de campanhas institucionais estimular que essa participação aconteça. “O principal papel da mídia é levar a informação, porque se o cidadão ver que aquilo de fato afeta sua vida pode começar a se organizar e assim cobrar soluções”, diz. Para ele o principal perigo é a fusão de informação com entretenimento, mais conhecido como infotenimento, ou seja, entretenimento travestido de jornalismo. Mas se cada um estiver em seu devido lugar não haveria problema algum.

Internet como instrumento de participação

De que formas essa ferramenta pode contribuir para mobilização e participação na política

O jornalista está desenvolvendo um trabalho em sua especialização sobre filosofia política, em que ele também discute a importância da internet na organização popular. Para ele a internet tem potencial para se tornar um forte mecanismo nesse processo. O ponto que ele destaca é a pluralidade que esse meio de informação pode trazer. “Existe uma concentração muito forte quando ouvimos uma determinada informação, já que temos agencias que dominam esse setor. Já na internet diante de um mesmo fato temos diversas opiniões, versões e visões de mundo. Isso é importante para obtermos nossa própria opinião”, afirma.

Para ele isso esse mecanismo só não é interessante quando indivíduos que tem a possibilidade do anonimato usam essa ferramenta para espalhar o preconceito, mas que isso é algo difícil de ser controlado. Ele acha negativo também o que ele classifica como “indignados de internet”. Apenas postar algo sobre um assunto e achar que sua participação termina ali. “Esse movimento não substitui as manifestações de rua. Podemos começar a manifestação na internet, mas ela deve ser levada para vida real, somente assim teremos soluções reais”, explica.

Já para as próximas eleições ela não acredita que teremos mudanças significativas. Porque no Brasil existe a política de votar hoje e amanhã esquecer em que votou. Não existe um critério ao votar, como avaliar os antecedentes do candidato escolhido, se suas propostas e ideias estão de acordo com as suas. “É muito interessante as lideranças comunitárias, por exemplo, que podem estimular debates e a busca por soluções. As pessoas que tem um histórico político entrar nesse sistema e poder contribuir para a política de um modo geral”, afirma. Mas que para a maioria das pessoas o fato de ser político não está ligado a um histórico de militância. Hoje quem está famoso por qualquer motivo se acha capaz de se candidatar e mais do que isso, consegue se eleger.

Lideranças comunitárias acreditam na participação
Eles falam das dificuldades, mas também das conquistas que já tiveram em seus bairros

O presidente do Jardim Monte Cristo, Valter Martins dos Santos, acredita que realmente os lideres comunitários perderam sua força, mas ele se diz empenhado em ajudar a resolver os problemas da comunidade. “Os moradores me falam em reuniões os principais problemas e eu procuro ir até a prefeitura e tentar discutir e principalmente buscar soluções”, afirma. Pra ele o cidadão deve olhar para a política como parte de seu dia a dia e estar sempre atento principalmente em quem votou.

Ele afirma que as principais reivindicações estão ligadas aos setores de saúde, educação e moradia. E que tenta ser um canal entre essas pessoas e o poder público, já que elas muitas vezes devido ao trabalho não podem estar tão envolvidos. Esse é segundo ele, o principal trabalho de quem se propõe a esse cargo. “Nós não podemos desistir de ter um local digno para viver, já que temos direitos e deveres podemos cobrar nossos direitos sempre que ele for violado”, diz.

Segundo Martins, os moradores já tiveram muitas vitórias dentro do bairro, porque quem vê o Jardim Monte Cristo hoje não imagina o quanto a situação já esteve pior. Falta de escola, postos de saúde, asfalto etc. Mas que ainda está longe de ser um lugar ideal para se viver. Para ele a população deveria enxergar nessas necessidades a possibilidade de luta por condições melhores. “Se todos nos unirmos por uma única causa teremos não só um bairro melhor, mas uma sociedade melhor”, afirma.  

Rosalina Batista é presidente da Associação de Mulheres Batalhadoras do Jardim Franciscato. Ela é um exemplo de liderança comunitária, porque já foi bóia fria e empregada doméstica, mas se diz consciente de seus diretos. E foi graças a muitas batalhas que ela recebeu o Diploma de Reconhecimento Público pela Câmera de vereadores de Londrina. Já esteve também em Miame, Estados Unidos, em um congresso internacional sobre o desenvolvimento de lideranças comunitárias. Além de ter sua biografia publicada.

Ela também acredita que ainda falta a participação popular de maneira mais efetiva. “Eu já consegui alcançar tantas coisas para nosso bairro. Imagine se mais pessoas também estivem interessadas em participar, afirma. Segundo Rosalina, existem várias formas de participação popular, mas as pessoas precisam conhecê-las e acreditar que se cada um fizer um pouco poderíamos obter conquistas.






O PROJETO CRIANÇA FELIZ VAI REALIZAR NESTA SÁBADO DIA 15/09/2012 DAS 9;00 ÀS 17;00 HRS UM BAZAR BENEFICENTE NO CENTRO COMUNITÁRIO DO JARDIM MONTE CRISTO RUA- DA MACIEIRA - 230, PARA ISTO PRECISA DE SUA DOAÇÃO ( roupas, calçados, utensílios domésticos e movéis ) ENTRAR COM CONTATO COM TATI F-43-3326-5118 OU 9107-8853 OI 9648-3779 TIM, VENHA FAZER PARTE DA ONDA DO BEM.


Esporte

Associação Kaiko

A história da Associação Kaiko se confunde com a história do brasileiro, Cassiano Joaquim Gomes. Quando criança ele foi adotado por uma família japonesa e no Japão pode aprender diversas técnicas das artes marciais. Tempos depois, retornando ao seu país de origem conheceu sua esposa com quem teve um filho, por isso resolveu ficar no Brasil.

Posteriormente, ele ganhou uma oficina de um dos seus tios, mas não sabia nada de mecânica. Foi quando conheceu jovens que participariam de um campeonato de artes marciais e pediram que ele os treinasse. Cassiano aceitou e eles se tornaram campeões, mas que não gostou foi o treinador da academia a qual os rapazes faziam parte, e eles acabaram sendo expulsos.

E começa assim a história da Associação Kaiko, pois Cassiano passou a treinar os rapazes nos fundos de sua oficina mecânica. E há 11 anos surgia a associação localizada na Rua Natal, nº 53, área central de Londrina. Lá são oferecidades aulas Kuidô, que é a arquearia tradicional japonesa, Muay Thay, Box, Kickboxing, Jiu-jitso, Judô, Karatê, Aikidô e Sumô.

O Sumô vem sendo o destaque da instituição, pois através dele muitas barreiras vêm sendo quebradas. Uma delas foi logo no inicio,  o preconceito sofrido pelos atletas que não necessariamente precisam ter as características físicas que estamos acostumados a ver nos meios de comunicação. Mas hoje todos respeitam a equipe brasileira que já conquistou diversos títulos nacionais e mundiais.

Além disso, Associação Kaiko oferece aulas gratuitas a pessoas que não poderiam pagar pela prática das artes de ates marciais e outras técnicas orientais. Esse é um trabalho árduo, porém revigorante, porque a esses jovens são resgatados das ruas, mas também existe a transformação da família. Quando o pai precisa ser internado por dependência química, a mãe e irmãos precisam de um emprego, dentre outras coisas.

Esse trabalho só pode ser desenvolvido porque parte da mensalidade paga pelos alunos que possuem uma melhor condição financeira, é destinada para que esses jovens sejam beneficiados pelas as atividades desenvolvidas na associação. Além de doações, rifas, almoços, jantares etc. Que permitem que o trabalho continue e faça com que eles se tornem verdadeiros campeões nas artes marciais e também na vida.

Todas as aulas oferecidas pela Kaiko possuem técnicas diferenciadas que foram trazidas por Cassiano diretamente do Japão, isso a diferencia das demais academias que oferecem aulas de artes marciais. A principal preocupação não é que os alunos participem de competições, e sim que eles aprendam uma arte milenar que trará aprendizados que eles jamais teriam. Mas mesmo com essa filosofia os títulos não param de chegar, o que mostra que a violência que vemos em outras academias não é sinônimo de vitória.










Essa música é perfeita!

MÚSICA


O melhor intérprete de todos os tempos: Ney Matogrosso

Eu sou uma fã incondicional do artista mais completo do Brasil, NEY MATOGROSSO. Por incrível que pareça, comecei a admirá-lo com apenas nove anos. Meu pai emprestou um CD de uma amiga, eu não perdi tempo e já comecei a ouvir. Algumas músicas como Pavão Misterioso e O vira, se tornaram lúdicas para mim e eu adorava dançar.

A medida que eu fui crescendo, ia também crescendo a quantidade de CDs e DVDs,  e a minha admiração. Eu adorava ouvir as entrevistas com o Ney, saia correndo para vê-lo na TV. Minha mãe e meu pai entendiam, afinal de contas eles eram daquela época dos Secos e Molhados, mas meus irmãos mais velhos que adoravam ouvir rep (eu também gostava, sou muito eclética) se assustavam com aquele homem revolucionário que pintava o rosto e se travestia de uma emoção única para interpretar.

Lembro que um pedreiro foi fazer um serviço lá em casa, suas palavras ainda estão presentes em minha mente: “Oxi, mas isso é muié ou homi”. Isso soa engraçado, mas é exatamente o que mais gosto nele, ter um timbre feminino e saber explorar isso de uma forma única.

Agora vem a parte triste, eu nunca fui a um show do Ney. No inicio foi por falta de grana e porque eu não tinha idade, hoje só o primeiro me atrapalha. Eu moro em Londrina, ele esteve aqui no ano de 2007 no FILO, mas eu estava trabalhado. Mas se ele voltasse aqui eu largaria qualquer coisa para ver esse show.

Eu perdi justamente o show “Inclassificáveis”, o melhor de todos os tempos (na minha opinião). Recheado de surpresas e ele como sempre com figurinos espetaculares, além do repertório maravilhoso. Vou juntar uma grana para ir ao Rio ou São Paulo e depois conto à vocês como foi!


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Igreja inclusiva prega o fim do preconceito





Em Londrina já existe uma sede da igreja que acolhe e prega o amor de Deus aos homossexuais

Imagine ser criado sob uma doutrina religiosa que considere a orientação sexual de determinados fiéis um pecado e afirme que aquela pessoa não é digna do amor de Deus? Os homossexuais enfrentam este tipo de discurso e preconceito. Mas, hoje já existem igrejas inclusivas nas quais essas pessoas são acolhidas. Em Londrina, em uma área movimentada da cidade, uma destas denominações religiosas funciona em uma casa e que recebem quem foi abandonado pela família, mas que segundo eles, não foi esquecido por Deus.


O pastor Marcos de Lima, conta que quando resolveu assumir a sua sexualidade automaticamente deligou-se do ministério porque sabia que a igreja não iria aceitar um pastor homossexual. Segundo ele, os membros que se declaravam gays ou eram descobertos imediatamente sofriam um processo de exclusão. O nome da pessoas era divulgado no púlpito da igreja para todos os fiéis.


Ele também pediu o divórcio de sua esposa, explicando o motivo. Mas, resolveu não anunciar à igreja porque não queria passar por constrangimentos e, além disso, tinha medo de perder a família e os filhos. “Aconteceram outros casos de homossexualidade na igreja e eu fiquei revoltado com a forma que essas pessoas foram tratadas, então, resolvi pedir meu afastamento definitivo”, conta.


De acordo com Lima, após conhecer seu atual companheiro eles nunca deixaram de frequentar a igreja, mesmo sem dizer a ninguém que eram gays. Um tempo depois ele ficou doente e no leito do hospital descobriu que ainda poderia fazer algo por Deus e também pelos homossexuais. Após sua recuperação ele ainda não tinha a intenção de abrir uma Igreja, mas a ideia de ter um grupo de oração surgiu depois de relatos de dificuldades e preconceitos sofridos por vários homossexuais. “Filhos que foram postos para fora de casa porque foram descobertos por suas famílias e se sentem perdidos e que precisavam de apoio”, disse.


A partir do grupo de oração o trabalho se expandiu  e hoje são mais de 40 membros que se reúnem sob o comando do pastor. No início, o grupo não sabia como criar uma igreja inclusiva, mas a Cidade Refúgio, de São Paulo. Eles fizeram uma visita e perceberam que os preceitos eram semelhantes com os deles juntaram-se a essa comunidade e hoje podem ser reconhecidos com uma igreja.


O pastor conta que nunca viu e sentiu tanta alegria como ele vê em sua atual igreja. “As pessoas chegam totalmente desacreditadas, decepcionadas, são colocadas no corredor da morte sem saber ao menos o porquê”, afirma. Lima explica que essas pessoas entram em uma crise existencial, tendo que escolher entre a felicidade delas mesmas e a dos pais, mas através da igreja elas descobrem que Deus não faz distinção de pessoas.


Um dos frequentadores dos cultos é Alvaro Subtil. Ele acredita que as igrejas são repressivas em relação aos homossexuais e na igreja inclusiva ele descobriu que não estava esquecido. Ele acredita que a igreja contribuiu para que seu pai, com quem não conversava há anos, o aceitasse e recentemente convidasse ele e seu companheiro para um almoço em família. “Deus é um só para todos, e é muito importante levar sua palavra ao coração de qualquer pessoa”, afirma.

Jovens homossexuais cometem mais suicídios
Por conta do preconceito muitos homossexuais não conseguem lidar com a situação e acabam com a própria vida


O pastor Marcos de Lima conta que para seus antigos amigos ele não é mais considerado pastor. Ele já recebeu ameaças de que vão depredar a casa onde acontecem os encontros, incendiar o local e agredi-lo na rua. Para ele, o mais intrigante é que a maioria dessas ameaças parte de evangélicos, mas mesmo com tudo isso ele não se sente abalado ou pensa em desistir. ”Uma vez uma família descobriu que seu filho fazia parte da igreja e vieram tirar satisfações comigo. Eu disse que aqui temos um culto como qualquer outro e o quanto nós amparamos seu filho”, disse.


Um estudo recente coordenado pelo pesquisador Mark Hatzenbuehler, avaliou 32 mil estudantes de ensino médio em Oregon, uma das regiões mais conservadoras dos Estados Unidos.  Os resultados dessa pesquisa foram alarmantes, e apontaram que os homossexuais tem até cinco vezes mais chances de cometer suicídio do que os heterossexuais.

A igreja também promove casamentos religiosos
Apesar de já se ter o direito da união estável previsto em lei, eles ainda sonham com a cerimônia religiosa


O pastor Marcos de Lima considera importante que o casamento entre pessoas do mesmo sexo também seja abençoado. Ele comenta que a maioria das pessoas considera que os homossexuais são promíscuos, mas isto é um preconceito. “Conheço muitos homens casados que saem com gays, mas dizem que só querem quebrar a rotina”, garante.


Para ele são muitas as pessoas que amaldiçoam essa relação. Quando realizou sua união estável procurou uma igreja que pudesse abençoar seu casamento e não encontrou ninguém que estivesse disposto a fazer a cerimônia. “É um sonho que a gente tem, eu ainda quero fazer o meu casamento na igreja porque para mim casamento não se resume a assinar um papel. Por isso, vou continuar fazendo a cerimônia religiosa”, explica.


Tiago Sene ao lado de seu companheiro Kleber Rodrigo Tomiotto, conta que sempre foi evangélico, mas que ele e seu parceiro frequentavam a igreja sem que todos soubessem de sua relação. “Conhecemos a igreja inclusiva pela internet. Aqui nós somos bem tratados e, principalmente, não precisamos mais fingir. Além de ser uma igreja séria que presa os valores bíblicos”, afirma.


Ele conta que foram o primeiro casal a fazer o casamento religioso dentro da igreja e mesmo tendo a união estável queriam ter o casamento abençoado. “Logo que chegamos à igreja o pastor disse que nós deveríamos nos casar, mas nós achávamos que nunca teríamos essa cerimônia. Foi Deus quem abriu todas as portas e nós conseguimos”, disse.