terça-feira, 1 de maio de 2012

Jovens estão se tornando adeptos da musculação



A procura desses jovens por academias vem aumentando, mas é necessário o acompanhamento de profissionais responsáveis


Praticar exercícios físicos desde cedo é importante, já que segundo dados do Ministério da Saúde o índice de jovens de 10 a 19 anos com excesso de peso que era de 3,7% em 1970, passou para 21,7%, no ano de 2009. Uma das alternativas encontradas é a prática da musculação, que tem atraído cada vez mais jovens. Mas alguns cuidados devem ser tomados, já que esse adolescente está passando por um período de desenvolvimento. Segundo especialistas essa prática sem o acompanhamento adequado pode trazer riscos desde problemas no crescimento a problemas sérios na coluna.

Paulo Denis Volpato é graduado em Educação Física, e sempre se interessou pela prática de exercícios físicos. Hoje se tornou dono de uma academia. Segundo ele, a procura de adolescentes pela prática da musculação tem crescido muito, mas que a maioria deles estão mais interessados na estética do que propriamente com a saúde. “A maioria pensa em ter ganho de massa muscular, mas devido a pouca idade devem ser tomados alguns cuidados”, afirma.

Ele conta que quem começa muito cedo deve ter um treinamento diferenciado não para ganhar músculos, já que são utilizados pesos mais leves, e sim para acabar com o sedentarismo, cada vez mais frequente em nossa sociedade, melhorar o condicionamento cardiovascular, a flexibilidade e habilidades motoras. “Se forem crianças devem ser utilizados pesos bem leves, além de serem repassados exercícios aeróbicos”, disse.

Volpato explica que os jovens ainda estão em faze de crescimento e que ele sempre recomenda o peso ideal, mas que alguns deles ultrapassam esse limite o que pode trazer sérios riscos, como por exemplo, para o crescimento e desvios na coluna. Ele acredita que isso acontece porque eles estão mais preocupados em alcançar o corpo ideal do que realmente com a saúde, o que deveria ser prioridade.

Segundo ele à partir dos 14 anos o aluno já consegue praticar um treinamento para o ganho de massa muscular e que suplementos como Whey protein , que serve para recuperar a musculatura após o treinamento, Hipercalórico que resulta para o ganho de massa muscular e Malto que é rico em carboidratos e serve para dar energia durante o treinamento já podem ser utilizados.

Ele conta que é importante que o jovem que irá iniciar a prática da musculação tenha um personal que acompanhe sua evolução. Além do acompanhamento de um nutricionista que lhe repasse a dieta adequada, e que antes de começar a treinar passe por uma avaliação médica. “Somente dessa forma, respeitando seus limites o aluno terá bons resultados”, afirma.

Mayara Letícia Serafile, tem 16 anos e já treina há dois. Ela conta que começou a malhar porque queria melhorar seu condicionamento físico e para obter o ganho de massa muscular. “Os exercícios tem me trazido bons resultados estéticos, mas também em minha saúde”, disse. Segundo ela isso só foi possível porque segue o treino que lhe é repassado, mas que não ingere nenhum tipo de suplemento alimentar.

Bianca Camargo da Silva, com apenas 15 anos conta que só pratica musculação para perder peso. Ela não acha o treinamento confortável, mas considera importante praticar algum tipo de exercício para ter uma vida melhor. “Eu venho três vezes por semana, e estou conseguindo atingir meus objetivos”, afirma.



Dicas do Nutricionista

Ele explica a importância de aliar a pratica de exercícios físicos a uma boa alimentação

Segundo o nutricionista, Vinícius Ray V. de Souza, a dieta repassada para os jovens não se diferencia da repassada para um adulto. O que ele tenta é incluir alimentos que sejam do agrado dessas pessoas, mas que não deixem de ser saudáveis. “É importante começar um reeducação alimentar desde cedo, porque com certeza essa pessoa terá bons hábitos alimentares e consequentemente uma boa saúde”, explica.

Ele conta que quando os exercícios estão aliados a uma boa dieta os resultados ficam evidentes com mais rapidez, o que incentiva o jovem a continuar praticando os exercícios.  É aconselhado que eles se alimentem diversas vezes ao longo do dia, comendo a cada três horas. Alimentos que possuam principalmente proteínas, fibras e vitaminas que irão auxiliar nesse processo.

Segundo ele, muitos jovens pensam que para obter esses resultados deveriam fazer dietas radicais, mas que isso é um grande erro já que uma pessoa que não ingere os alimentos adequados não consegue concluir o treino, devido à queda de pressão e até mesmo desmaios. “Qualquer pessoa se alimentar bem antes de treinar, porque precisamos de energia, já que essa prática exige muito do nosso corpo”, afirma.

Ele explica que é importante ter o acompanhamento de um profissional, para que a partir do perfil de cada pessoa seja indicada a dieta ideal.  Mas que também o profissional serve para estimular o paciente a continuar se preocupando com a alimentação, não começando essa pratica somente por impulso e depois acabar deixando de lado.






Participação popular não se resume ao voto




Em ano de eleição destaca-se a importância de votar, mas não a importância de utilizar o voto como instrumento de transformação



Mais um ano de eleição, e mais uma vez me pergunto se haverá mudanças. Isso porque a cada dia que passa parece que as pessoas estão cada vez mais distantes de um debate político e de se interessarem por assuntos que realmente importam para que a fome, a falta de igualdade, o abandono de nossas crianças dentre outras coisas, sejam colocados em pauta.

Parece que as pessoas não percebem o poder que tem em suas mãos. Concordo com Pedrinho Guareschi, quando ele afirma que votar é a expressão mínima de cidadania. Mas que a participação popular não se resume apenas a esse processo. O cidadão vota de quatro em quatro anos e depois não se lembra ao menos quem foi o candidato escolhido. A participação vai muito além disso e ela só acontece quando as pessoas param de se preocupar apenas com os seus problemas e passam a pensar em uma população como um todo.

Com a globalização, tivemos de fato a massificação das ideias, pois os indivíduos parecem estar cada vez mais envolvidos nas teias do capitalismo e cada vez mais adeptos dos produtos simbólicos fabricados pela mídia. Essa globalização me soa um tanto estranha,  já que essas mesmas pessoas estão cada vez mais individualistas e cada vez mais longe de se unirem em um pensamento de libertação e a construção de um realidade digna para todos.

Hoje já existem diversas formas de representação popular como, por exemplo, os conselhos municipais, em que parte de seus integrantes são cidadãos comuns, mas que utilizam determinados serviços e podem através de seu voto definir os rumos da saúde, educação, assistência social dentre outras coisas. Mas muitas pessoas não conhecem esses conselhos, sendo que palavras que são jogadas ao vento com o intuito de criticar o governo, poderiam ser ditas de maneira formal e dessa forma provocando mudanças significativas.

Outro exemplo é o Orçamento Participativo, em que o cidadão pode decidir onde serão investidos os recursos públicos. Todos os anos são chamadas pessoas para que sejam debatidas as prioridades de seus respectivos municípios. Há a eleição de delegados, representantes, para que o projeto seja executado.  Esse é de fato um dos maiores instrumentos de participação popular, considerado pela Organização das Nações Unidas (ONU), uma das 40 melhores práticas de gestão publica urbana no mundo.

Esses são somente alguns exemplos de instrumentos de mudança, pelos quais os cidadãos poderiam se interessar em conhecer, mas eles estão condicionadas a pensar que simplesmente algumas pessoas nasceram privilegiadas e com o direito de serem felizes, enquanto outras são condenadas a viver na miséria sem o direito de sequer tentar alterar essa realidade. Talvez esteja aí o problema, somos conformados demais.

Aí entra o papel da mídia nesse processo. O jornalista Marcelo Canellas afirma que o jornalismo poderia agir de forma mais efetiva, não se resumindo a falar dos mesmos temas e do mesmo tipo de enfoque, ressaltando sempre escândalos e denúncias de nossos políticos, deixando de mostrar questões que realmente importam e que estimulariam as pessoas num processo de mudança.

O jeito que a mídia retrata assuntos como fome, morte, desastres ambientais etc. Faz com que aquilo seja encarado como banal, algo que está presente em nossa sociedade, mas senão me atinge, não é um problema meu. Talvez por isso as pessoas votem sem a consciência necessária.

Estamos pensando apenas no hoje e no agora. Não consigo acreditar que algumas pessoas vendem seus votos por cestas básicas que vão acabar em menos de um mês e depois que seu candidato é eleito voltam a passar forme, mas nas eleições seguintes simplesmente se esquecem desse fato e voltam a cometer o mesmo erro. Mas porque esse cidadão não consegue pensar em ter um emprego e através de seu próprio trabalho conquistar não só comida e sim todos seus direitos básicos previstos na Constituição Brasileira, e que muitos deles desconhecem?

O conformismo tomou conta de nossa sociedade. Eu queria acreditar  que nessas eleições teremos mudanças, mas infelizmente isso está longe de acontecer. Isso porque a maioria das pessoas não está interessada. Principalmente esse minoria que está sendo beneficiada nesse processo.

E os engravatados então? Esses querem mesmo que o povo jamais descubra a sua força e sua capacidade de transformação. Afinal de contas para eles está tudo bem, pois não utilizam saúde pública, educação pública...enfim nada público. Que intrigante não? Será que eles perceberam que para ter saúde de qualidade eles precisam procurar um plano. Ou para que seus filhos tenha uma boa educação e possam ingressar em uma faculdade precisam estudar em colégios particulares. É, agora só faltam os eleitores se darem conta disso.