sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O Hábito da Leitura



Minha próxima matéria será sobre os jovens que apesar das novas tecnologias, continuam leitores assíduos. Eu vejo um problema nessa questão. O jovem não é estimulado a ler em casa, aí ele chega no Ensino Médio, e a professora quer que ele leia caras como Machado de Assis ou José de Alencar. Não vou negar que são escritores que eu adoro e já li e reli muitas de suas obras, mas pense em quem nunca leu e precisa começar com os clássicos.

O ideal seria que a leitura fosse algo natural, algo que já fizesse parte da vida das pessoas desde muito cedo. Começando por historinhas infantis, gibis e depois ir para coisas de adolescente e daí então chegasse a fase de ler os grandes escritores. Outro problema é que os jovens estão ficando muito mal acostumados, só querem ler se for ele que escolhe, se for uma leitura obrigatória aquele livro se torna um monstro.

É uma pena que muitas pessoas não saibam apreciar Machado de Assis. Seus livros são de um cuidado e beleza que chega a dar inveja. Você não lê apenas, mas também retorna para uma época, descobre os costumes, o tipo de cultura e tantas outras coisas. “Dom Casmurro”, por exemplo, é um livro que te deixa vidrado do começo ao fim. Depois que você termina de ler sente saudades das personagens e pensando: traiu ou não traiu?

Mas eu leio livros do Sidney Sheldon também. Uma leitura completamente diferente. Muitas vezes a gente fica entediado no dia-a-dia, cansado de estudar e do mundo real, aí você viaja para um mundo cheio de tramas, é claro que tem muita coisa impossível de acontecer se fosse real, mas é aí que está a graça, não é real. O livro que eu mais gosto dele é: “Conte-me Seus Sonhos”. Fiquei vidrada do começo ao fim e me surpreendi no final. Tem coisa melhor?

Gosto de um autor chamado khalid Hashim, seu best seller “O Caçador de Pipas”, me fez chorar muitas vezes. Eu chegava da escola e começava a ler. Lia umas quatro horas seguidas. Fiquei tão triste quando terminou. Mas ele publicou um novo livro, também best seller, “Cidade do Sol”, e por incrível que pareça, eu gostei mais deste. Em seus livros tem muito da história e da cultura do povo muçulmano. O olhar delicado e apaixonado que ele tem faz toda a diferença.

Surgiu também o Dan Brown. Primeiro que ele provoca a sociedade e isso já me fez virar sua fã. Seus livros são carregados de história e com uma pesquisa aprofunda sobre arte, que só não me surpreendeu mais, porque descobri que sua esposa é historiadora, especialista em arte. Mas a amarração do livro, cada detalhe, dizer que Jesus Cristo teve um filho, achei ele bem maluco, mas também corajoso. E “Anjos e Demônios”, é uma corrida contra o tempo, em que ele tenta salvar o futuro Papa, bem louco.

Escrever também exige o mesmo processo que começar a ler. Eu estou escrevendo um livro, a muito tempo por sinal, que é bem mais a cara do segundo autor citado. Seria quase impossível escrever algo parecido com os outros. Quando comecei a escrever, pensei no título “A Outra Face”, descobri que o Sidney Sheldon pensou nisso primeiro que eu, inclusive estou lendo seu o livro agora. Vou pensar se deixo alguns trechos do meu livro aqui no blog para que vocês avaliem, mas ainda tenho vergonha. Eu mesma preciso relê-lo antes de voltar a escrever.





Machado de Assis


Sidney Sheldon 




Dan Brown



khalid Hashim










quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Um dia mais que especial!


Hoje é o dia de uma pessoa mais que especial para mim. Dia de celebrar mais um ano de vida de quem não só me deu a vida, mas também daquele que me fez ser exatamente quem eu sou. A cena da foto me emociona, porque me faz voltar a um passado não muito distante rsrs em que eu era a menininha da foto.



Se meu pai não tivesse me colocado no teatro eu não perderia toda aquela vergonha que me fazia chorar por qualquer motivo, eu não teria escolhido COMUNICAÇÃO! Os livros que eu lia só pra te imitar e que hoje servem de base para minha vida. Aprendi ouvir tanta música boa. Aiai ...meu pai, meu espelho, e mesmo que não saiba minha inspiração!!!

Fui mão muito cedo, mas recebi um apoio muito grande do meu pai. Hoje ele é um avô muito especial, a Sofia simplesmente ama estar com ele, exatamente como era comigo. Nós já passamos por muitas coisas juntos, muitas alegrias e outras coisas nem tão boas, mas superação tem sido uma palavra presente em nosso dia-a-dia.

Me orgulho por saber que tenho um homem assim como pai. Uma pessoa guerreira e que lutou muito para que nós tivéssemos uma vida melhor, alguém inteligente e bondoso. Hoje eu quero desejar muitos anos como esse. Que a alegria esteja sempre presente em sua vida. Não dá para negar, sua uma filha orgulhosa! Parabéns!!!


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Cartola: O Poeta do Samba!





Hoje vou falar de um ser humano incrível, um músico e letrista incomparável, que marcou época e é amado até hoje. Trata-se de Angenor de Oliveira, mais conhecido com Cartola, grande Cartola! Considerado por muitos o maior sambista brasileiro de todos os tempos. Ele conheceu esse gênero graças ao pai que lhe ensinou tocar cavaquinho e violão.

Ainda criança mudou-se para o morro da Mangueira, onde conheceu muitos malandros característicos daquela época no Rio de Janeiro. Perdeu a mãe muito cedo, e largou os estudos cedo também, concluindo apenas o primário. Mas mesmo assim ele conseguiu se tornar um poeta, era algo que estava dentro dele e ninguém podia tirar.

Eu conheci o Cartola, graças ao intérprete Ney Matogrosso. Ele gravou várias músicas do sambista, inclusive tem um CD chamado “Ney Interpreta Cartola”, muito lindo por sinal. O que mais me chama a atenção é essa facilidade em compor coisas tão belas como: “...as rosas não falam, simplesmente as rosas exalam o perfume que roubam de ti”. Que coisa mais linda! Não vemos mais letras assim, infelizmente.

Tem a música “Acontece”, outra beleza que ele nos deu de presente. O próprio Cartola, antes de morrer, disse em um quadro do fantástico que depois de falecer gostaria de ser lembrado por essa poesia. “Seu ainda pudesse fingir que te amo, ah seu pudesse. Mas não quero, não devo fazê-lo, isso não acontece”.  Eu não consigo ouvir essa música sem me emocionar.

Mas para mim a melhor composição dele (na minha humilde opinião) é “O mundo é Um Moinho”. Inclusive vou deixar o vídeo aqui no blog para quem não conhece. Ela é bem melancólica e dramática, talvez por isso chame tanto a minha atenção. Esse é o trecho mais lindo, da música que eu mais gosto de ouvir: “Ouça-me bem amor, preste atenção o mundo é um moinho. Vai triturar seus sonhos tão mesquinhos, vai reduzir as ilusões a pó...”.

É difícil ouvir uma música tão boa assim nos dias de hoje, como essas praticamente impossível. Por isso, muitas vezes vale a pena procurar coisas antigas se você que apreciar algo de qualidade. Ah ia quase me esquecendo de contar. Meu bisavô morou no morro da Mangueira, lá ele conta ter conhecido o Cartola e inclusive ter tocado nas rodas de samba com ele. Talvez seja por isso que eu adore essas músicas e um dos meus maiores sonhos seja desfilar em uma escola de samba. Não em qualquer uma, tem que ser na Mangueira!


As Orquídeas Floresceram!


Ela aparece apenas uma vez no ano, talvez por isso seja tão cobiçada. Ela tem uma beleza rara, não se parece com nenhuma outra e consegue arrancar elogios de que passa. Pode ser amarela, vermelha, branca, rosa é até azul, mas continua sendo única. Ah quem diga: Por que não floresce mais vezes? Mas se fosse assim não seria tão especial.  



















terça-feira, 25 de setembro de 2012

A comédia marcando presença no Horário Eleitoral




Só faltava essa agora...
O horário eleitoral deveria ser algo sério, com apresentação de propostas e tudo aquilo que nós já sabemos, mas sabemos também que na maioria das vezes é oposto disso. É um querendo ser mais engraçado que outro, querendo ganhar o leitor com a lábia. Fora que é impossível para alguns candidatos colocar só nome e sobrenome, é o zé da saúde, a Maria da feira só aí já começa a ficar engraçado.

Depois que os partidos tiveram que colocar “cota” para as mulheres é que piorou. Eu sou totalmente a favor das mulheres na política, mas entrar só por ser obrigatório fica complicado, porque elas tem uma cara de “eu não queria estar aqui”, que chega a dar dó. Tem algumas que falam só para o povo votar na legenda do partido, porque sabem que não vão se eleger, isso é fora do comum.

Aí vem um candidato, bem louco por sinal, cujo nome se aplica bem a sua pessoa, trata-se do Boca Aberta. Ele anda que nem um maluco pelo o estúdio onde foi gravado seu programa: “Você que anda de ônibus com as pessoas cheirando seu cangote, isso não dá mais, vai em pé paga meia! Vamos tirar os bancos do coletivo pra pagar $ 1,10”. Ah e ele inclusive já patenteou a ideia por medo de outros candidatos “roubarem” essa ideia extraordinária. Melhor tomar cuidado mesmo, já que quem está de mãos dadas com ele é o Tio Bila.

Tem o cara com o berrante, ele não diz absolutamente nada, se resume apenas a tocar seu instrumento e dar um sorriso sincero no final. Olha, eu concordo com ele, é melhor fazer isso do que falar bobagens, ou prometer o que não pode cumprir. Como alguns candidatos que já fizeram desse cargo um emprego fixo e dizem que vão acabar com as filas dos postos de saúde. Eu só me pergunto o porque de 8 anos não ser suficiente para cumpri tal promessa.

Depois que o Tiririca foi eleito esses candidatos engraçadinhos se fortaleceram, devem pensar que alguém vai votar neles como forma de protesto. Mas é triste que as pessoas tenham que se sujeitar a isso, que essas pessoas não tenham vergonha de fazer esse tipo de coisa, porque esses candidatos são um reflexo da sociedade, sejam engraçados, corruptos, sem noção etc.

Agora só falta o verdadeiro, aquele que mesmo sendo honesto (já que é isso está difícil de encontrar) consiga chegar até esse posto e honrar aquilo que prometeu, lembrar que o povo não pede nada além do que é seu direito, inclusive previsto na constituição.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Curso capacita professores para Educação Inclusiva



Curso capacita professores para Educação Inclusiva

Evento realizado pela Prefeitura de Londrina e o Instituto Federal do Paraná busca preparar os profissionais em sala de aula



A inclusão dos portadores de deficiência no ensino escolar não é qualificada, pois falta estrutura em salas de aulas, equipamentos adequados e, o mais importante, um professor preparado para o plano de ensino diferenciado. Para melhorar a qualidade de ensino a Prefeitura de Londrina juntamente com o Instituto Federal do Paraná promoveu neste mês, um curso para os professores. Através de palestra para sensibilizar os docentes na perspectiva da Educação inclusiva e nas Questões de Gênero.A primeira etapa do processo foi a disciplina “Sentindo na Pele as Deficiências” na qual duas pessoas com deficiência contaram suas histórias de vida e as dificuldades na busca da educação inclusiva.

Segundo a professora responsável pelo curso e Conselheira Municipal da Mulher, Berenice Tomoko Tatibana, a ideia dos cursos surgiu depois que professores apontaram não estar preparados para atender este público. “Nosso objetivo é levar esses ensinamentos para dentro da sala de aula e que ninguém fique sem acesso à educação por falta de acessibilidade”, afirma.

O Assessor Especial de Acessibilidade de Londrina, José Giuliangeli Castro, também esteve presente na palestra. Foi ele que conduziu a apresentação dos palestrantes. Ele contou da dificuldade que passou para chegar a esse compromisso. “Como uma pessoa vai conseguir fazer um curso se ela não pode se locomover dignamente, mesmo se tratando de um bairro de classe média, não temos as calçadas totalmente adaptadas. Não falta dinheiro, falta solidariedade”, diz.

Juliana Gomes Fernandes, uma das professoras que participou da palestra, afirmou que a experiência foi muito enriquecedora para seu trabalho em sala de aula. “Eu sou professora de Massoterapia, tenho alunos com deficiência visual. Essa é a primeira vez que passo por está experiência e pretendo aplicar o que aprendi aqui em sala de aula”, conta.

Falta de acessibilidade prejudica rotina

Para conseguir estudar, as pessoas com deficiências tem que enfrentar muitos desafios

Jonas David da Silva Laskasas e Alexandre Oliveira Fernandes tem suas histórias de vida semelhantes e descobriram no evento que são um exemplo de superação. David relata que perdeu sua mãe ainda bebê e seu pai não tinha condições para cuidar dele por falta de apoio da família e dificuldades financeiras. Sem condições teve que dar o filho. Ele também falou sobre as dificuldades em frequentar uma escola regular. “Fiquei muito tempo fora da escola porque os professores não conseguiam se adaptar a minha forma de aprender, mas hoje estou terminando o Ensino Médio e pretendo fazer Pedagogia”, afirma.

Alexandre também passou por dificuldades para conseguir estudar. Ele mora no Distrito Selva e tinha que se locomover até Londrina todos os dias. Segundo ele, teve problemas com uma professora, pois ela não aceitava o seu jeito de escrever. “Eu disse a ela: ‘esse é o meu jeito e se você quiser me ensinar precisa saber respeitar meus limites’. No dia da minha formatura foi ela quem me entregou o diploma”, relata.

Depois de se formar no Ensino Médio o jovem teve que enfrentar outro desafio. Alexandre conta que a diretora da escola o convidou para fazer um curso de Técnico Ambiental. “Eu achei que não iria conseguir, mas me esforcei muito. Os trabalhos de campo eu fazia no próprio sítio onde eu morava, assim, ficou mais fácil”, diz.

O Assesor Especial de Acessibilidade, José Giuliangeli Castro, também destacou a importância das Instituições de Ensino em terem um planejamento pedagógico, que leve em conta cada tipo de deficiência. Para ele deve haver uma análise qualitativa. “Observar cada tipo de necessidade, para que todos tenham um acesso real às salas de aula. Muitas pessoas tem medo do preconceito e acabam em uma profunda depressão por se sentirem excluídos”, explica.

Policiais federais Marcam Presença no Abraço do Lago



Policiais federais Marcam Presença no Abraço do Lago





Os policias Federais completaram 48 dias em greve, e aproveitaram o abraço no Lago Igapó para mostrar à importância dessa categoria no combate a violência e na promoção da cultura de paz. Segundo Flávio Henrique Rossi Uliano, essa foi uma maneira de mostrar para a sociedade suas reivindicações. “Queremos a reestruturação da carreira. Nós só encontramos a paz social através de uma boa segurança pública, por isso escolhemos o evento para a manifestação”, explica.