sábado, 6 de outubro de 2012

Instituição oferece apoio às pessoas com câncer




A Casa de Apoio Madre Leônia disponibiliza abrigo e alimentação à pacientes do Hospital do Câncer que moram em outros municípios


A dona de casa Nadir Maria Manicarde teve que reorganizar a sua rotina quando recebeu um diagnóstico de câncer. Na cidade em que reside não havia um hospital que oferecesse tratamento adequado e ela teria que se deslocar até Londrina para fazer quimioterapia, radioterapia e todos os outros exames necessários. Outro problema era conseguir um local para permanecer ao longo do dia porque a ambulância que faz o transporte entre as duas cidade só retorna à tarde.

Foi desta forma que Nadir conheceu a Casa de Apoio Madre Leônia que significa um alento para ela e muitos outros pacientes de câncer de outras cidades que vem para Londrina se submeter a tratamentos. A freira Iracema Rosa conta que a Casa surgiu a partir de uma iniciativa das Irmãs Missionárias Claretianas. “As pessoas que vinham de outros municípios e não tinham onde ficar procuravam as irmãs em busca de alimentação e hospedagem”, conta.

Segundo ela, ao lado do Hospital do Câncer de Londrina localizava-se o Instituto Pio XII, uma entidade filantrópica que foi criada pelas irmandade a qual promovia ensino, ações beneficentes e assistência social. As Irmãs Claretianas ficaram sensibilizadas e doaram parte do terreno do instituto e com o apoio do Rotary Clube Alvorada e da comunidade foi criada a Casa de Apoio Madre Leônia.

A irmã explica que para ser beneficiado pela entidade deve-se atender a alguns critérios. O paciente deve apresentar o cartão de identificação do Hospital do Câncer com o tratamento agendado e um documento pessoal. Quando se trata de outros hospitais, o paciente deve possuir o encaminhamento do setor de assistência social. “Depois eles passam por uma entrevista com a assistente social aqui da casa. Quando nós recebemos pessoas menores de idade ou muito debilitadas é preciso que permaneça um acompanhante”, afirma.

Outra paciente atendida pela Casa é Cirlei Santos. De acordo com ela, o local é agradável, higiênico e todos se consideram verdadeiros amigos. “Sem a Casa seria difícil fazer o tratamento, eu agradeço a Deus por existir um lugar como esse”, diz.

São oferecidas cinco refeições diárias para as pessoas que ficam hospedadas. Mas, as pessoas que vem para Londrina para consultas ou exames e retornam no mesmo dia também recebem as refeições. Para isso é necessário que a prefeitura da cidade de origem mantenha convênio com a Casa de Apoio.

Casa dispõe de tratamento psicológico

Muitas pessoas trazem familiares ou amigos para acompanharem o tratamento que causa efeitos colaterais

Todas as pessoas que enfrentam uma doença grave como o câncer necessitam de apoio psicológico, principalmente aquelas que descobrem a doença e não sabem lidar com a situação. Segundo a psicóloga, Fernanda Borges de Morais, é essencial que elas e seus acompanhantes tenham acesso a este serviço. "Eles estão passando por uma dor física, mas também emocional, aqui criam vínculos e isso é muito importante”, afirma.

De acordo com ela, muitos pacientes nunca tiveram apoio psicológico, mas quando descobrem o quanto essa prática é importante, eles mesmos acabam procurando profissionais em suas cidades. Na opinião de Fernanda, isso contribui para o tratamento.

Aparecido de Barros, que mora em Jacarezinho, acompanha sua esposa. Ele conta que não saberia lidar com um momento tão difícil sem a ajuda da entidade. Para ele o apoio psicológico oferecido pela casa é fundamental e, através desse trabalho, eles descobrem que são muito mais fortes do que poderiam imaginar. “Ela está doente e eu preciso estar forte para dar apoio e contribuir para o tratamento, aqui os acompanhantes também são amparados de várias formas”, conta.

Segundo a psicóloga, o tratamento traz efeitos colaterais, por isso, são oferecidas atividades de suporte emocional. Além de atividades ocupacionais realizadas por voluntários que fazem recreação, contam piadas, fazem dinâmicas e tocam instrumentos. São promovidas também a comemoração de datas especiais como Páscoa, Natal e festa junina. Para ela, isso acaba fazendo com que essas pessoas se tornem mais felizes e motivadas para enfrentar o tratamento.

Pacientes são orientados sobre seus direitos

A pessoa que é diagnosticada com câncer possui garantias e amparos por lei que auxiliam durante o processo de tratamento

O advogado, Mario de Souza Porto Filho, é um dos voluntários da instituição. Ele oferece apoio jurídico aos pacientes. Segundo ele, são 20 direitos que as pessoas com câncer tem perante a justiça. Entre eles estão receber auxílio doença, cobertura integral pelos planos de saúde, isenção do imposto de renda na aposentadoria e saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Ele conta que a maioria das pessoas já conhecem seus direitos, porque antes de chegarem a casa de apoio passam por um assistente social que repassa todas as informações. Mas em alguns casos, precisa explicar os direitos dos pacientes, além de representá-los na justiça quando necessário. “Eu me sinto realizado em poder ajudar essas pessoas, os profissionais de todas as áreas deveriam dedicar um pouco do seu trabalho a quem precisa”.

Porto Filho afirma que sempre ajudou instituições e qualquer pessoa pode contribuir. Segundo a irmã Iracema Rosa, a instituição é mantida por colaborados que custeiam as despesas de gás e energia elétrica. Existe a colaboração da paróquia local e de cinco prefeituras que repassam até um salário mínimo. “Mas a comunidade continua sendo nossa principal parceira. Além de doações em dinheiro, recebemos produtos alimentícios, higiene, limpeza, produtos usados que são destinados ao bazar, além das promoções”, conta.

Ela explica que apesar de todas as doações algumas vezes acabam faltando determinados produtos. Por isso, qualquer tipo de ajuda será sempre bem vinda. Para os interessados em contribuir, a casa fica localizada na Rua Coração de Maria, nº 100, Jd Petrópolis. O telefone para contato é (43) 3342-2995.






quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Abraço no Lago Igapó



O evento que tem como objetivo promover a paz também foi marcado por apresentações culturais e manifestações


Entre as atividades anuais do evento organizado pela ONG Londrina Pazeando, que enfatiza a cultura pela paz, está o já tradicional abraço no Lago Igapó. Cerca de 3 mil londrinenses acordaram mais cedo para cumprir esta missão nesta quarta edição.  O objetivo desse gesto simbólico é disseminar a cultura de paz. O evento também foi marcado por apresentações culturais, manifestações e incentivo a qualidade de vida.


















quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Uma pequena reflexão sobre os filmes




Ontem assisti “O Caçador de Pipas" de novo, e como não podia ser diferente, chorei de novo. Esse filme é simplesmente maravilhoso, a doçura com que o autor fala de coisas tão duras é algo impressionante. Eu fui assistir no cinema, ainda bem que fui no primeiro dia que ficou em cartaz, porque por falta de público eles acabaram tirando. Pode isso?

Na verdade eu já me acostumei. “Um Olhar do Paraíso” que conta uma história de uma menina que foi assassinada pelo vizinho e tenta ajudar a família desvendar o mistério, foi a mesma coisa. Ficou só uma semana em cartaz, mas o que importa é que quando acenderam-se as luzes todos os espectadores estavam chorando, maravilhados com o filme. Pelo manos aquelas pessoas tiveram a mesma sensação que eu. Uma fotografia impecável, preciso ver de novo.

Hoje em dia quanto mais tecnologia nos filmes, menos profundidade e reflexão. É claro que eu assisto esses filmes também, já fui em vários. Mas nenhum deles me fez se emocionar tanta quanto os citados anteriormente. Por isso é que hoje eu só vejo filmes em 3D, a tecnologia nos faz viajar, mas só isso. A primeira vez que eu assisti sai do cinema rindo a toa. Quero levar minha avó para ver, ela vai adorar.

Mas voltando a profundidade, está cada vez mais difícil encontrar filmes que nos faça refletir. E justamente aquele que não tem milhões investidos, e sem tanta badalação é que são os melhores. Me surpreendi com um filme chamado “Maus Hábitos”, com poucos atores e poucos recursos, ele fala de exageros utilizando a alimentação como foco principal. Uma mãe com anorexia que obriga a filha a emagrecer, além de outras coisas, muito interessante.

Assim como na música, muitas vezes esses são tesouros escondidos. Se quer ver ou ouvir coisas boas, precisa vasculhar. Ah por isso que é bom frequentar locadoras ainda, porque no camelô tá bem difícil de encontrar coisas assim. Só tem lançamentos das superproduções, uma pena.  Se bem que para esse tipo de filme nem vale a pena comprar original, porque eles são descartáveis, assim com as ideias  que eles representam.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Mais um domingo no Projeto Criança Feliz!



Quando comecei a pensar em fazer uma oficina no Projeto Criança Feliz, comecei também a pensar no que fazer para ajudar de alguma forma o domingo dessas crianças ser mais feliz. Ontem eu expliquei como iriam funcionar as aulas, as atividades que iriamos desenvolver, elas receberam tudo muito bem.

Sempre que eu ia ao projeto para tirar fotos ou produzir alguma matéria, essas crianças ficavam encantadas com a máquina fotográfica. Pediam para que eu tirasse fotos delas, ficam olhando sua imagem depois, para elas isso é algo mágico. É lindo ver a inocência dessas crianças e como elas se divertem com algo que para nós já se tornou natural.

Ontem eu pedi para que uma das alunas fizesse uma foto da turma reunida, ela foi e fez a foto com muita facilidade, descobriu que aquilo não era um bicho de sete cabeças. Depois todas foram correndo olhar como tinha ficado, elas sorriram e para mim já valeu o dia.

Estou aproveitando também para fazer algumas brincadeiras para que elas posam se conhecer melhor e perder a vergonha. Brincamos de mímica e o filme da Barbie foi unanimidade, já que a turma é composta por muitas meninas.

Perguntei para elas o que queriam ser quando crescessem e as respostas não me surpreenderam. Falaram bombeiro, médico, arquiteto etc. Aí eu perguntei porque ninguém escolheu jornalismo, mas eu mesma posso responder essa questão. Como escolher algo que você nem conhece? Mas se pelo menos uma se interessar, não exatamente em fazer uma faculdade de jornalismo (ficaria bem feliz), mas ver a importância que a comunicação tem em nossas vidas. Ah para mim já valeu a pena.

domingo, 30 de setembro de 2012

Fotos feitas pelas crianças do Projeto Criança Feliz


Hoje foi meu primeiro dia de aula com as crianças. Elas sempre foram encantadas pela câmera fotográfica, por isso escolhi essa atividade para dar início à nossa oficina.

Confiram as fotos feitas por elas: