Curso capacita professores para Educação Inclusiva
Evento realizado pela Prefeitura de Londrina e o Instituto Federal do Paraná busca preparar os profissionais em sala de aula
A inclusão dos portadores de deficiência no ensino escolar não é qualificada, pois falta estrutura em salas de aulas, equipamentos adequados e, o mais importante, um professor preparado para o plano de ensino diferenciado. Para melhorar a qualidade de ensino a Prefeitura de Londrina juntamente com o Instituto Federal do Paraná promoveu neste mês, um curso para os professores. Através de palestra para sensibilizar os docentes na perspectiva da Educação inclusiva e nas Questões de Gênero.A primeira etapa do processo foi a disciplina “Sentindo na Pele as Deficiências” na qual duas pessoas com deficiência contaram suas histórias de vida e as dificuldades na busca da educação inclusiva.
Segundo a professora responsável pelo curso e Conselheira Municipal da Mulher, Berenice Tomoko Tatibana, a ideia dos cursos surgiu depois que professores apontaram não estar preparados para atender este público. “Nosso objetivo é levar esses ensinamentos para dentro da sala de aula e que ninguém fique sem acesso à educação por falta de acessibilidade”, afirma.
O Assessor Especial de Acessibilidade de Londrina, José Giuliangeli Castro, também esteve presente na palestra. Foi ele que conduziu a apresentação dos palestrantes. Ele contou da dificuldade que passou para chegar a esse compromisso. “Como uma pessoa vai conseguir fazer um curso se ela não pode se locomover dignamente, mesmo se tratando de um bairro de classe média, não temos as calçadas totalmente adaptadas. Não falta dinheiro, falta solidariedade”, diz.
Juliana Gomes Fernandes, uma das professoras que participou da palestra, afirmou que a experiência foi muito enriquecedora para seu trabalho em sala de aula. “Eu sou professora de Massoterapia, tenho alunos com deficiência visual. Essa é a primeira vez que passo por está experiência e pretendo aplicar o que aprendi aqui em sala de aula”, conta.
Falta de acessibilidade prejudica rotina
Para conseguir estudar, as pessoas com deficiências tem que enfrentar muitos desafios
Jonas David da Silva Laskasas e Alexandre Oliveira Fernandes tem suas histórias de vida semelhantes e descobriram no evento que são um exemplo de superação. David relata que perdeu sua mãe ainda bebê e seu pai não tinha condições para cuidar dele por falta de apoio da família e dificuldades financeiras. Sem condições teve que dar o filho. Ele também falou sobre as dificuldades em frequentar uma escola regular. “Fiquei muito tempo fora da escola porque os professores não conseguiam se adaptar a minha forma de aprender, mas hoje estou terminando o Ensino Médio e pretendo fazer Pedagogia”, afirma.
Alexandre também passou por dificuldades para conseguir estudar. Ele mora no Distrito Selva e tinha que se locomover até Londrina todos os dias. Segundo ele, teve problemas com uma professora, pois ela não aceitava o seu jeito de escrever. “Eu disse a ela: ‘esse é o meu jeito e se você quiser me ensinar precisa saber respeitar meus limites’. No dia da minha formatura foi ela quem me entregou o diploma”, relata.
Depois de se formar no Ensino Médio o jovem teve que enfrentar outro desafio. Alexandre conta que a diretora da escola o convidou para fazer um curso de Técnico Ambiental. “Eu achei que não iria conseguir, mas me esforcei muito. Os trabalhos de campo eu fazia no próprio sítio onde eu morava, assim, ficou mais fácil”, diz.
O Assesor Especial de Acessibilidade, José Giuliangeli Castro, também destacou a importância das Instituições de Ensino em terem um planejamento pedagógico, que leve em conta cada tipo de deficiência. Para ele deve haver uma análise qualitativa. “Observar cada tipo de necessidade, para que todos tenham um acesso real às salas de aula. Muitas pessoas tem medo do preconceito e acabam em uma profunda depressão por se sentirem excluídos”, explica.
Alexandre também passou por dificuldades para conseguir estudar. Ele mora no Distrito Selva e tinha que se locomover até Londrina todos os dias. Segundo ele, teve problemas com uma professora, pois ela não aceitava o seu jeito de escrever. “Eu disse a ela: ‘esse é o meu jeito e se você quiser me ensinar precisa saber respeitar meus limites’. No dia da minha formatura foi ela quem me entregou o diploma”, relata.
Depois de se formar no Ensino Médio o jovem teve que enfrentar outro desafio. Alexandre conta que a diretora da escola o convidou para fazer um curso de Técnico Ambiental. “Eu achei que não iria conseguir, mas me esforcei muito. Os trabalhos de campo eu fazia no próprio sítio onde eu morava, assim, ficou mais fácil”, diz.
O Assesor Especial de Acessibilidade, José Giuliangeli Castro, também destacou a importância das Instituições de Ensino em terem um planejamento pedagógico, que leve em conta cada tipo de deficiência. Para ele deve haver uma análise qualitativa. “Observar cada tipo de necessidade, para que todos tenham um acesso real às salas de aula. Muitas pessoas tem medo do preconceito e acabam em uma profunda depressão por se sentirem excluídos”, explica.
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