A vida é permeada por muitos medos, mas para que possamos viver bem em sociedade, ao menos alguns devem ser superados. Certos receios podem fazer com que algumas pessoas não consigam realizar tarefas simples, como por exemplo, ir sozinho até o supermercado, deixar os filhos esperando na porta da escola, não realizar viagens e até mesmo dirigir um carro. Este medo em particular, é denominado amaxofobia. Conduzir veículos parece uma atividade rotineira para muitos, mas pode se tornar um momento traumático para outros. Uma pesquisa realizada pela organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que 6% dos motoristas habilitados no país sofrem dessa fobia. E foi pensado nisso que surgiu o método fukahori, como conta o Analista de Condutores Inseguros, Jentaro Sukahori. “Ele foi pensado para prevenir acidentes de trânsito, má formação de condutores, na falta de serviços especializados de capacitação de motoristas de alto nível e nas pessoas com medo de dirigir”, afirma. O analista aponta que com dez horas de aula 80% dos alunos voltam a dirigir sem traumas. O criador desse método foi Mitsuyoshi Fukahori que é diretor geral e instrutor de Auto Escola, Consultor de Trânsito com certificado pelo Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco. Hoje a metodologia é reconhecida academicamente. No site que conta a história desse método, existem diversos depoimentos de pessoas agradecidas ao inventor. Todas garantem que realmente conseguiram perder o medo e até se surpreenderam com as mudanças que sentiram. “Nós sempre deixamos esses depoimentos para que outras pessoas confiem nesse método e possam superar o medo”, conta Lívio Bernardo, uma das pessoas que superou a fobia. Jentaro Sukahori explica que, em primeiro lugar, eles tentam familiarizar a pessoa com o veículo, através dos principais sistemas do carro como embreagem, freio, caixa de marcha e direção. Ele pondera que somente dessa forma consegue mostrar ao motorista que quem comanda o veículo é ele mesmo, por isso não é preciso ter medo. “Depois nós levamos o aluno para o ambiente do trânsito, e de maneira gradativa ela vai perdendo seus bloqueios e já percebemos que a pessoa começa agir de forma diferente diante dos problemas e finalmente passa a conduzir o veículo como se fosse algo natural”, conta. | ||||||||||||||||||||||||
| Condutores inseguros tentam superar o medo | ||
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| Os condutores passaram por muitas dificuldades por conta dessa fobia, mas sonham em voltar a dirigir | ||
Teresa Cristina Terlera tem medo de dirigir, mas não passou por tratamento Ela conta que quando começou a fazer aulas práticas percebeu que tinha esse temor. “Hoje, quando ligo o carro, minhas pernas já começam a tremer e começo a suar frio. Essa sensação só termina quando eu saio do automóvel”, conta. Tereza afirma que hoje seu marido e seus três filhos necessitam que ela dirija e que sempre é cobrada por esse motivo. “Eu tenho vontade de procurar ajuda, porque não importa o tempo, nem a idade, hoje vejo muitos idosos dirigindo e isso me encoraja. Sei que um dia vou conseguir”, diz. Segundo a psicóloga, Patrícia Motta, o medo é um sentimento sempre presente na vida das pessoas. Isto porque é um sentimento importante para sobrevivência da espécie. Geralmente, o medo é uma resposta a um sinal de perigo real ou irreal e desencadeia uma reação fisiológica e emocional de defesa. “Em relação ao medo de dirigir, é importante, primeiramente, que a própria pessoa avalie quais aspectos tem dificultado o comportamento de dirigir, tais como dificuldade em se aprender o passo-a-passo”, explica. A psicóloga conta ainda que a partir do entendimento e enfrentamento do que tem causado esse medo. “Primeiro, ela pode fazer algum tipo de relaxamento, para se sentir mais calma em pensar em dirigir, depois, pode se aproximar, aos poucos, do veículo, entrar nele desligado, entender como funciona o câmbio, receber instruções de como proceder”, diz. Segundo ela, a medida que se sentir mais confiante, pode passear ao lado de algum motorista de confiança, treinar em pequenos trajetos sem muito movimento e depois começar a dirigir. O mais importante é que ela se sinta segura e entenda que dirigir é algo possível. “Caso mesmo após muitas tentativas a pessoa não consiga enfrentar o medo de dirigir é importante que ela busque um psicólogo para avaliar se é somente uma dificuldade em aprender ou se trata de uma situação mais grave, como uma fobia”, explica. Paulo Medeiros conta que, no seu caso, já tinha medo antes mesmo de começar as aulas práticas e que sente uma insegurança indescritível na ora de dirigir. “Eu na verdade sinto várias sensações com, medo de provocar um acidente e ser incapaz de conseguir”, afirma. Ele explica ainda que procurou uma autoescola especializada, mas que por falta de tempo acabou desistindo, mas que seu sonho é superar o medo. |

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